Tudo sobre a região do Anhanduizinho
Campo Grande, sábado, 16 de dezembro de 2023.
Apenas profissionais capacitados podem tocar no mamífero que pode transmitir a raiva que e letal ao ser humano (Foto: Divulgação)
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) dá importante orientação a respeito dos morcegos que, em alguns casos podem estar infectados com o vírus da raiva. Para tanto, e preciso que os moradores dos bairros que formam a região do Anhanduizinho fiquem atentos para as dicas e através delas se prevenir desse mamífero.
É importante os moradores dos bairros que formam a região do Anhanduizinho se atentarem para os cuidados que devem ser tomados, pois recentemente, foi diagnosticado um caso de raiva contraída do morcego na Vila Ipiranga, localizada no bairro Piratininga, no bairro Anhanduizinho.
De acordo com a médica veterinária Ana Paula Nogueira, é comum em áreas urbanas a entrada acidental de morcegos nas residências e outros prédios. Estes mamíferos são animais da fauna brasileira e tem grande importância ao meio ambiente para o controle de insetos, polinização e dispersão de sementes, entre outros.
Nas cidades, os morcegos se alojam em telhados, forros, em locais com pouca incidência de luz e com acesso livre ou podem passar por frestas de até um cm. Por isso, é importante observar onde eles se abrigam e ligar para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para receber orientações.
“Caso ocorra ocupação de morcegos em forros e frestas em residências são indicado um procedimento de desalojamento, que deve ser realizado pelo proprietário do imóvel. O CCZ oferece toda a orientação necessária nesse caso” destaca ela.
Nem todos os morcegos estão infectados com o vírus da raiva. Possuem hábito crepuscular e noturno, porém quando estão doentes, podem ser vistos durante o dia e caídos no chão, facilitando o contato com animais domésticos, como os cães e gatos.
A população ao encontrar um morcego na residência ou quintal (vivo ou morto) deve isolar o animal com um pano, balde ou caixa sobre ele e entrar em contato com o CCZ por telefone. É necessário ainda evitar que os animais de estimação tenham contato com o morcego e manter em dia a vacinação antirrábica anual em cães e gatos.
A vacinação é a única forma de proteção contra a doença. Incurável nos animais e fatal em 100% dos casos, a doença é uma zoonose e, portanto, também pode afetar os seres humanos. A raiva é letal aos humanos e o vírus pode ser transmitido a partir da mordida, lambidas ou machucados causados por mamíferos contaminados, incluindo morcegos, cães e gatos.
Se uma pessoa entrar em contato direto com morcego ou for mordido por algum animal doméstico ou silvestre, deve procurar, imediatamente, a unidade de pronto atendimento (UPA/CRS) mais próxima.
Dados epidemiológicos
Não há nenhum caso confirmado ou em investigação de raiva em humanos ou animais domésticos em Campo Grande.
O caso mais recente de raiva humana no município foi registrado em 1968. Já em cães e gatos, o último surto ocorreu 1988. Após 23 anos, ocorreu um caso isolado em 2011 de raiva canina, cujo cão adquirira a doença por meio do contato com um morcego contaminado com o vírus.
Quanto à raiva em morcego, o caso recente foi confirmado no bairro Vilas Boas. Em 2018 foram registrados sete casos positivos de raiva em morcegos. Em 2019, foram três até o momento: um caso na Vila Rosa Pires, um na Vila Ipiranga e outro na Vilas Boas, onde foram visitados 996 imóveis e feito o reforço vacinal em 233 animais.
Vacinação antirrábica
A vacina antirrábica para cães e gatos está disponível o ano todo no CCZ, todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados, das 7h às 21.
Serviço
O telefone de atendimento em caso de morcegos encontrados em residência é o 3313-5000 das 7h às 21h. Se o animal for encontrado fora deste horário, deve manter o morcego isolado e liga na manhã seguinte ao CCZ, que está localizado na Avenida Filinto Müller, próximo ao Lago do amor, Vila Ipiranga no bairro Piratininga, na região do Anhanduizinho.
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